Uma campanha do Instituto Liberta e SindusCon-SP, em parceria com o Seconci-SP e outras entidades do setor da construção alerta, a partir deste mês de março, os trabalhadores dos canteiros de obras sobre a importância do combate à violência sexual infanto-juvenil.
A iniciativa “Mãos que constroem, protegem” leva técnicos de segurança aos canteiros para ministrar palestras aos profissionais sobre as formas de violência sexual e os danos causados às crianças e adolescentes. A ideia também é ensinar os trabalhadores sobre como identificar se uma criança está sendo vítima de violência e denunciar esses casos às autoridades competentes.
Além disso, psicólogos e psiquiatras do Seconci-SP darão apoio à Campanha de forma presencial, em todo o Estado de São Paulo e por teleconsulta.
“Esta é uma ação de cidadania de extrema importância. Como cidadãos, temos a responsabilidade não somente de prestar assistência aos trabalhadores da construção civil, mas também estender esse cuidado as famílias, alertando sobre esse problema”, afirma a presidente do Seconci-SP e vice-presidente de Responsabilidade Social do SindusCon-SP, Maristela Honda.
“A denúncia é importante, mas não queremos recorde de denúncia, queremos um país onde essa violência não aconteça”, diz Luciana Temer, presidente do Instituto Liberta.
A Campanha “Mãos que constroem, protegem” começará por canteiros de obras na cidade de São Paulo e em Bauru, no interior, e percorrerá todas as regiões do Estado.
Além do Seconci-SP, SindusCon-SP e do Instituto Liberta, a iniciativa conta com o apoio da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), Secovi-SP (Sindicato das Habitação), Sintracon-SP (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo), Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) e Feticom-SP (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e Mobiliário do Estado de São Paulo).